Em meio aos bastidores da política campinense, o cenário se desenha com nuances de incerteza e estratégia. O ex-prefeito Romero Rodrigues, figura carismática e influente, mantém a cidade em suspense quanto à sua decisão de concorrer novamente à Prefeitura de Campina Grande. Enquanto isso, o governador João Azevêdo, do Partido Socialista Brasileiro (PSB), não hesita em expressar sua opinião sobre o impasse.
Durante uma entrevista no programa Arapuan Verdade, Azevêdo não economizou palavras ao criticar Romero. O tom, embora polido, carregava a firmeza de quem está alinhado com uma estratégia clara: apoiar a pré-candidatura de Johny Bezerra, (PSB). Azevêdo deixou claro que nenhum partido deve ter suas ações tolhidas pela indefinição de Romero. Para ele, a construção de uma candidatura não pode esperar por decisões individuais, mesmo que sejam de figuras proeminentes.
“Estamos com um pré-candidato, construindo e não podemos esperar a decisão de quem quer que seja. Se Romero decidir ser candidato, a escolha é dele. Não é dos outros partidos. Nenhum partido pode ter suas ações limitadas por conta de Romero. Estamos fortalecendo a pré-candidatura de Johny a cada dia”, declarou o governador.
Azevêdo, com sua experiência política e habilidade de leitura do cenário, sabe que a indecisão de Romero pode impactar diretamente nas articulações partidárias. O jogo de xadrez eleitoral exige movimentos precisos, e o governador não está disposto a esperar por peças que hesitam em se posicionar. A pré-candidatura de Johny Bezerra ganha força, e os demais partidos precisam se adaptar a essa realidade.
Essa disputa, além de revelar as tensões internas dos partidos, coloca em evidência a necessidade de clareza e definição no cenário eleitoral. Os eleitores aguardam ansiosos por um desfecho, enquanto os bastidores fervilham com estratégias, alianças e cálculos políticos. A Rainha da Borborema assiste atenta, sabendo que cada movimento pode alterar o tabuleiro e definir os rumos da cidade nos próximos anos.